ATO DE CONTRIÇÃO
Fazer a contrição: catar feijão!
Sentir ato por ato, grão a grão,
Com tato examinar a própria vida,
A culpa e o próprio erro em cada lida,
Fazer, dia por dia, a revisão
De tudo em que inda estamos sem perdão,
Jamais deixar passar não conferida
A ação que o mal lançou já desferida.
Deixar que venha à tona o grão doente
E arrebatá-lo d‘alma penitente,
Passar os outros grãos pela fervura
E assim tornar-lhes branda a carne dura.
Oferecer a Deus esse alimento
De paz interior e amor isento.
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