OFERTÓRIO
Devo ofertar o fruto do trabalho,
O dízimo sagrado em meu suor?!
Oferto-te o que tenho de melhor,
o que mais presta de tudo que valho.
Letras de prece nunca sei de cor,
Do coro logo,logo me tresmalho,
Pintar eu não consigo nem entalho,
Nas artes sou ruim, senão pior.
O que trazer, então, que te interesse,
Se tudo o que criaste por si cresce...
O que te dar, Senhor, de quanto eu tenha?
Acaso já sentiste a fome aguda
E alimentaste uma esperança muda?
É isso o que te oferto, é minha senha!
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