RITO FINAL
Eu volto para casa em paz refeita:
Vejo o arco da aliança renovado,
O que era morto em mim, ressuscitado
E a culpa que arrastava ser desfeita.
Morreu pra sempre, assim, o meu pecado
e poderei passar a porta estreita,
Já nada me escraviza nem sujeita:
De todos os grilhões fui libertado.
Mas precisei morrer como ensinaste,
Porque nessa vitória, por contraste,
morrendo é que se vive plenamente!
Da cruz, desceste em sono tão profundo,
Que em sonho construíste um novo mundo
E nele habitarei alegremente!
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