A GRAÇA
Sou alegria ingênua compartida,
Curiosa da vida que passeia.
Sou a planta ambulante que proseia,
Aquela que de tudo anda sabida.
Quem dá conta de todos nessa aldeia,
Quem dá conta de tudo nessa vida;
Quem dá aos peregrinos acolhida
Quem dá a quem tem pouco o que rareia.
Com toda gente levo a minha trela,
Do mundo inteiro faço-me a janela,
E aqui estarei até que Deus me ausente.
Eu dou de graça o que da Graça eu tive,
o que sobrou, pra mim, nunca retive,
mas devolvi pra vida de presente!
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