A ROMARIA- UMA JORNADA PICTÓRICA E POÉTICA

A CEIFEIRA ABASTADA

A CEIFEIRA ABASTADA








A CEIFEIRA ABASTADA

 

Foi bem aqui na cerca, companheiro, Que a vida do sem-terra se finou... A morte, de emboscada, ao corpo entrou Depois de ouvir-lhe o sopro derradeiro. Foi só a cruz sem flor o que restou... Sequer posso chamá-lo de posseiro, A morte é que fez dele o seu canteiro: Mil vermes já colheu do que plantou! Pra morte não há terra devoluta Qualquer corpo lhe serve pra labuta A morte é fazendeira afortunada! A cruz mora na cerca aprisionada Que fim levou-lhe a alma ninguém diz.... A cruz é que da vida a cicatriz.