FLORES NA JANELA
A gente que ainda vive com pudor
Nos espia de sua janelinha
E o que não vê, também não adivinha:
Respeito, que é o dileto irmão do amor.
Retirada em modesta camarinha,
Deixa o passante ir para onde for
Atrás das coisas que lhe têm valor,
Mas presa à mesma vida pobrezinha.
Gente que nem precisa de seu pouco,
E a cobiça transforma em ato louco
Mostrando que é fortuito ser feliz!
São flores tímidas no parapeito
E até o vento que as bole é perfeito:
Sopra sempre do jeito que Deus quis.
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