APONTO
Trago a vida na ponta de meu dedo:
Me diz a direção por onde sigo,
Divide o que abomino e o que bendigo,
Ao lábio, sela o assunto e faz segredo.
Separa, ainda, o joio do bom trigo,
Ordena a permanência ou o degredo,
Acusa o inimigo e o põe a medo,
Mostra, a quem me atende, o exato artigo.
Pede a palavra a quem a distribui,
Identifica, diz que não, influi
E avisa de um perigo a algum incauto.
Com ele é que traduzo uma unidade,
Ao longe diviso e afirmo que é verdade:
Que Deus meu criador é o mais alto.
|