O VELHO CONTRITO
Prestai toda atenção, oh querubins,
No ensimesmado velho, meu eleito!
Prestai toda atenção e com respeito
Que a alma se transforma em seus confins!
Que os males que causou são sem efeito,
Pela graça transforma ações ruins
Em novas contrições, perdões e fins.
E, mesmo idoso, renasce perfeito.
Ele, em breve, erguerá sua cabeça
E. a quem olhe, talvez, não transpareça
Na aparência de um velho maltrapilho,
Que, nele, fiz nascer um novo homem:
Antigas dores já não lhe consomem
Nem mesmo as novas roubarão seu brilho!
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