O PAGADOR DE PROMESSA
Privar-me, ainda mais, do que me privas
Eu te prometo e, retalhar-me as costas!
Sentindo dividida a dor nas postas,
Meu corpo eu te ofereço em carnes vivas.
Penitências maiores que as impostas
Eu prometo sofrer sem evasivas...
Chagas abertas, fomes corrosivas,
Sofrer humilhações sem dar respostas.
E tudo te ofereço nestas velas,
Como flores que planto em terra pobre
A fim de que algum anjo colha nelas
As pétalas das chamas e te leve,
Para pedir-te apenas que nos sobre
Algum tempo de paz, mesmo que breve.
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