A ROMARIA- UMA JORNADA PICTÓRICA E POÉTICA

A ENVERGONHADA

A ENVERGONHADA








A ENVERGONHADA

 

Perdão, Senhor, se não te posso olhar... Meus olhos estão sujos de lá fora Onde a violência medra, o mal vigora E a morte, em bando, anda a vida a ceifar. Tal ódio nos fustiga ao sol agora Que quase nada resta por amar, Todo mundo vai só, não se faz par, por quem morre nenhum vivente chora... Vai-se embora liberto o felizardo, Despido, ao fim, do exaustivo fardo E adeus, que a vida seca não espera! Tão seca, meu Senhor, que nem a mágoa Pode lavar-me os olhos, tal a frágua, Pra que eu te olhasse aqui com paz sincera.